Empreendedora sai do zero para criar uma franquia com mais de 162 unidades inauguradas em 16 estados

Empreendedora sai do zero para criar uma franquia com mais de 162 unidades inauguradas em 16 estados

Empreendedora sai do zero para criar uma franquia com mais de 162 unidades inauguradas em 16 estados

Sempre me esforcei para ser a melhor, nos cursos, nos negócios, na vida. Se você conhece a qualidade do seu trabalho, vende seus produtos com muito mais convicção, e sempre vai ter clientes.” A afirmação foi feita por Luzia Costa, fundadora do Grupo Cetro – composto pelas franquias Sóbrancelhas e Cuticularia Beryllos – durante o segundo dia do Festival de Cultura Empreendedora.

Na visão de Luzia, a maior qualidade do empreendedor é a perseverança. “Muitos donos de negócios deixam de ser grandes porque desistem logo no começo. Eu sou a prova de que vale a pena insistir, sempre.” Durante a palestra, ela contou quais foram as lições que aprendeu em 13 anos de empreendedorismo, desde a época em que vendia biscoitos de porta em porta em Taubaté, no interior de São Paulo, até o momento atual, quando comanda uma rede com mais de 162 unidades inauguradas em 16 estados espalhados pelo Brasil. São em média uma unidade inaugurada a cada 3 dias, que geram cerca de 130.500 atendimentos mensais.

Empreendedora sai do zero para criar uma franquia com mais de 162 unidades inauguradas em 16 estados

Há 13 anos, Luzia vivia uma situação difícil. O salário da família não dava para as despesas, e ela sofria por não poder sequer comprar um saquinho de pipoca para o filho. Até que resolveu usar seus conhecimentos de culinária para começar a fazer biscoitos e vender de porta em porta, na cidade de Taubaté (SP). O negócio deu tão certo que a empreendedora abriu uma lanchonete de sucesso e, mais tarde, uma pizzaria.

Como Luzia não tinha nenhuma experiência em gestão, cometeu alguns erros básicos em seu maior negócio até então. Como a pizzaria estava dando dinheiro, ela começou a gastar: comprou carro, frequentava o melhor salão, pagava a melhor escolha para o filho. “Até descobrir que estava mergulhada em dívidas com os fornecedores. Quebrei e fui morar em uma casa muito simples, no meio do nada.”

Depois do fracasso da pizzaria, todo mundo aconselhou Luzia a pedir emprego. “Cheguei a trabalhar como assistente de cozinha, mas logo vi que aquilo não era para mim.” Deixou o emprego, comprou uma caixa de tomate e começou a fazer tomate seco em conserva. Colocava em uns potes de vidro e vendia para armazéns da região. “Consegui juntar algum dinheiro, sair daquele buraco e me mudar para Roseira.”

Em Roseira, a empreendedora ficou sabendo que a prefeitura estava oferecendo um curso de estética gratuito. “Resolvi que aquela era a minha chance. Acabei me destacando no curso, porque eu queria ser a melhor. Eu sempre sou assim, em tudo o que eu faço. Se você faz o melhor, e sabe que é a melhor, vai vender seu produto ou serviço com mais convicção.” Quando terminou o curso, já estava atendendo freguesas em casa.

Depois do curso de estética, Luzia foi fazer aulas de massagem. Já formada, decidiu se mudar para Ubatuba e dar massagens na praia, cobrando R$ 50. Uma vez, surgiu uma freguesa querendo pagar R$ 10. “Não aceitei. Em vez disso, falei que faria de graça, e que ela ia gostar tanto que pagaria R$ 50 na próxima vez.” Segundo ela, o empreendedor jamais deve vender por menos. É fundamental valorizar o que está oferecendo.

Luzia continuou fazendo diferentes cursos, até achar uma especialidade. “Na época, ninguém oferecia serviços mais sofisticados de sobrancelhas, então resolvi me aprimorar na área.” Alugou uma sala para atender clientes e viu sua clientela aumentar. Em pouco tempo, passou a ser procurada não só para fazer o serviço, mas para ensinar como era feito. “Meu negócio virou um centro de treinamento.”
Os maiores clientes de Luzia eram salões que tinham muitas unidades, e mandavam as funcionárias até seu centro de treinamento para serem capacitadas. “Decidi que não queria mais engordar o boi do vizinho. Em vez de capacitar pessoas para outras empresas, ia criar a minha rede.” A primeira loja foi aberta em um shopping de Taubaté.

Em vez de abrir mais lojas de 25 metros quadrados, como era a primeira, Luzia decidiu expandir usando o formato de quiosque. “Foi uma das maiores sacadas do negócio. Em um espaço de 7 metros quadrados, conseguíamos o mesmo lucro da loja.” O passo seguinte foi criar uma unidade móvel, capaz de levar os serviços para comunidades mais afastadas. “Ver a alegria daquelas mulheres era incrível. Não estávamos levando beleza, estávamos levando autoestima.”

Empreendedora sai do zero para criar uma franquia com mais de 162 unidades inauguradas em 16 estados

Para abrir novas frentes, Luzia fundou a Beryllos, outra rede ligada à estética, em 2016. Dessa vez, apostou no segmento de manicure. “Queria atender mulheres que não gostam de tirar a cutícula, preferem um tratamento mais saudável. Então criei uma broca especial, inspirada no instrumento do dentista, para desgastar a cutícula.” O plano é chegar a 10 unidades até o final de 2017.