Enfim o crescimento no setor de Autopeças é uma realidade

Enfim o crescimento no setor de Autopeças é uma realidade

Enfim o crescimento no setor de Autopeças é uma realidade

O Setor Automotivo hoje se divide em dois, uma parte, a que envolve maior fluxo, é a que sofre mais: as montadoras, que sofreram com as quedas consecutivas nas vendas. Do outro lado o Setor de Autopeças. Todos os segmentos foram afetados, mas o de autopeças viveu os dois lados da moeda.

Para quem fornece para as montadoras, momentos delicados e que puxaram todo o Setor para baixo, já para quem trabalha com reposição, os resultados foram até positivos. Em 2015, o setor de peças de reposição, onde o consumidor final faz a compra direta – atacado ou varejo –, faturou 4,7% a mais que em 2014. Já as vendas para as montadoras de veículos caíram. O faturamento foi 25,4% menor em 2015 do que no ano anterior. E em 2016, a estimativa é que os resultados estejam sendo mais equilibrados, com números ainda melhores para o Aftermarket e resultados não tão ruins para o fornecimento primário.

Para este ano a estimativa é mais otimista. Espera-se um resultado somado positivo. Ou seja, somando fornecimento primário e Aftermarket haverá aumento real no volume de negócios. Enquanto a Anfavea estima um mercado até 9% maior em 2017, o Sindipeças é mais cauteloso e prevê um incremento de 2,7% nas vendas do setor para este ano. Segundo Dan Loschpe, presidente do Sindipeças, a estimativa sofre revisões a cada três meses. A construção do índice se dá com base nas conversas com os participantes do sindicato, que têm contato direto com as montadoras.

Enfim o crescimento no setor de Autopeças é uma realidade

Por sua vez os veículos seminovos, segundo o entendimento da Anfavea aqueles que têm no máximo três anos de circulação, consolidaram sua posição no mercado. Em 2016, atingiu crescimento de 23,2% em relação ao ano anterior. Já foram comercializados mais de 3,6 milhões carros nessas características.

Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, a soma de veículos novos com seminovos, aqueles com até três anos de uso, já indica resultado positivo no acumulado deste ano: Até agosto o comparativo com o ano passado era negativo. Mas considerando a venda de 0 Km e seminovos nos primeiros nove meses vemos agora um crescimento de 1,7%, mostrando que o desejo do brasileiro de adquirir um veículo se mantém. A tendência é manter o crescimento.

O conserto tem sido a opção para não trocar de veículo. Com a crise, é natural que a venda de carros caia, por conta do valor elevado da transação. Para o consumidor, é mais barato e rápido comprar uma peça e aumentar a vida útil do próprio veículo.

Tudo isto acontece enquanto o país espera as coisas se resolverem no âmbito político que atrapalham os investimentos, decisões empresariais e até mesmo o consumo de muitas pessoas. Com certeza este ano é um ano de estabilização para em seguida ter a retomada.