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Aquecimento da economia interna, abertura de crédito, elevação do poder de compra e do nível de renda dos consumidores. Neste cenário promissor, o comércio varejista brasileiro fechou 2014 com faturamento real superior a R$ 121 bilhões, informou a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo.

Em vários segmentos importantes da economia, como o de supermercados, por exemplo, lojas de pequeno e médio porte lideraram o volume de vendas, de acordo com o Índice Nacional de Volume de 2010, pesquisado pela Nielsen para a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Dentro deste segmento, os supermercados de bairro foram os que mais cresceram. Em Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, esses estabelecimentos registraram alta de 9,8% nas vendas no ano passado em relação a 2009, enquanto as grandes redes tiveram crescimento de 8,15%, conforme levantamento da Associação Mineira dos Supermercados. A entidade atribuiu o bom desempenho a fatores como praticidade, preços competitivos e atendimento acolhedor aos clientes.

Outro setor que registrou crescimento significativo em 2010 foi o da panificação. Seu índice de evolução alcançou 13,7%, percentual superior aos 12,6% obtidos em 2009. Segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria da Panificação (ABIP), as 60 mil padarias que integram o segmento faturaram R$ 56,3 bilhões no ano passado. Para a ABIP, a evolução do setor é resultado do processo de modernização de gestão e de serviços, que se reverte em facilidades e alternativas para seus 42,25 milhões de consumidores.

O Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan-SP) divulgou recentemente que os softwares que controlam a informação nutricional dos alimentos – em conformidade com os parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – e imprimem etiquetas para serem coladas aos produtos são os mais procurados pelos donos de padarias. o montante necessário para se automatizar um estabelecimento oscila entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por funcionário. De acordo com o Sindipan-SP, o investimento se justifica porque as margens de lucro do setor estão cada vez menores devido ao aumento da concorrência e das exigências dos clientes.

Diante dessa realidade, uma padaria automatizada consegue muitos benefícios. A obtenção de um software que auxilie a controlar o estoque, caixa, contas a pagar, fornecedores, entradas e saídas, fluxo, e, principalmente, faça um cadastro adequado de seus clientes, é essencial para o bom gerenciamento da uma empresa, independente de seu porte. Existem diversos programas que realizam tarefas desse tipo. Assim como a variedade de opções, há também grande variação nos preços desses softwares.

Pesquisa feita pela Bematech, líder no segmento de tecnologia para o comércio, constatou que apenas um terço dos cerca de 1,5 milhão de pequenos e médios varejistas do País, com faturamento médio de R$ 240 mil por ano, possui um sistema completo de automação comercial – que inclui computador, impressora fiscal e software de gestão. Outros 30% têm algumas dessas ferramentas e os 40% restantes, nenhuma.

Entre os principais obstáculos para o aumento da automação no pequeno varejo está o fator financeiro.

Um kit básico de automação (computador, impressora e software de gestão) custa em média R$ 4 mil.

O estudo da Bematech revelou ainda que a compra de soluções está diretamente relacionada com o investimento do concorrente mais próximo e em menor escala com os avanços que a automação pode propiciar.

A facilidade na gestão cotidiana do negócio é o benefício mais valorizado entre as empresas que adotaram a automação (49,2%). Entre as que não estão automatizadas, 54% citaram o benefício de melhorar o atendimento aos clientes. As primeiras empresas obrigadas a emitir nota fiscal eletrônica (NF-e) foram a dos segmentos de cigarros e combustíveis líquidos em 2008. A obrigatoriedade logo se estendeu aos demais setores da economia.

No ano passado, mais de 450 mil empresas emitiram o documento, o equivalente a cerca de dois bilhões de NF-e autorizadas pelas secretarias estaduais da Fazenda. Uma alternativa para os administradores é o software disponível nos sites dessas secretarias.

O programa gratuito, contudo, não possibilita o armazenamento das notas pelo prazo de cinco anos, mais o ano fiscal corrente, conforme a legislação determina. Diante de tal deficiência, as empresas – pequenas e médias, principalmente -, têm demandado soluções de gestão mais eficientes para suas áreas fiscais.

O armazenamento, assim como o gerenciamento e a guarda segura do certificado digital, são fatores primordiais na hora da escolha da solução e do fornecedor de NF-e. A obrigatoriedade de entrega da Escrituração Fiscal Digital está prevista para o mês de abril deste ano.

A complexidade de entender a nova norma é um desafio para as empresas que operam em diferentes municípios e que deverão emitir uma grande quantidade de notas de entradas e saídas. Para isso, elas terão que adaptar seus sistemas.

O SPED Fiscal continuará a demandar cuidados, assim como o Contábil. Segundo os especialistas, acreditar que a empresa está em dia porque enviou o arquivo ao Fisco no prazo é um erro. É necessário lembrar que a Receita Federal pode fiscalizar os documentos em até cinco anos, ficando a empresa vulnerável a multas durante esse período.

De modo geral, as empresas precisam de ajuda especializada para se adequarem ao Sistema Público de Escrituração Digital. Este fato garante, desde já, oportunidades de negócios aos empreendedores focados em projetos de automação das PMEs, principalmente aos desenvolvedores e integradores de software, hardware e serviços.

Em 2010, o mercado brasileiro de automação comercial alcançou R$ 1,5 bilhão, segundo dados da Associação Brasileira de Automação Comercial (AFRAC). Entre os fatores que favoreceram seu desempenho encontram-se as mudanças fiscais e a utilização de novas tecnologias para um melhor controle do negócio, incluindo itens como a emissão de nota fiscal eletrônica.

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