O setor de franquias criou quase 1,2 milhão de vagas de emprego em 2018

O setor de franquias criou quase 1,2 milhão de vagas de emprego em 2018

O setor de franquias criou quase 1,2 milhão de vagas de emprego em 2018

Faturamento do setor chegou a R$ 38 bilhões, um crescimento de 5,1% em relação aos três primeiros meses do ano passado
O setor cresceu também em faturamento, chegando à marca dos R$ 38,762 bilhões. Hotelaria e turismo e serviços são os setores que mais cresceram, nos três primeiros meses do ano. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

A criação de vagas foi puxada pelo crescimento do setor, que mostra sinais de recuperação. O faturamento do franchising chegou a R$ 38 bilhões, entre janeiro e março — crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O setor que mais se destacou foi o de hotelaria e turismo (com faturamento 14,9% maior do que no primeiro trimestre do ano passado). A presença de estrangeiros no Brasil e de brasileiros no exterior fez mover a engrenagem destas redes. Além disso, o forte investimento em e-commerce foi um destaque deste setor.

O e-commerce, aliás, é uma presença cada vez mais forte entre as redes de franquias. Quase a metade (42,3%) usam as lojas virtuais como uma canal de vendas, normalmente em parceria com os franqueados, que acabam sendo responsáveis por disponibilizar os produtos vendidos no ambiente virtual.

Um exemplo é o Boticário que, recentemente, instalou um serviço de “shopbot” em que um “robozinho” vende um produto e o usuário faz a retirada diretamente na loja. Sem necessidade do estoque da própria rede entrar na jogada.

Altino destacou, ainda, uma característica do setor de franchising: “são todos empregos formais”. Nos três primeiros meses do ano, o setor criou 1.199.861 de vagas diretas. Considerando os empregos indiretos, a estimativa é de que as franquias foram responsáveis pela abertura de quase 5 milhões de novos postos de trabalho, neste período.

“Consideramos este desempenho positivo, pois foi registrado em um período de inflação muito baixa, ao contrário do primeiro trimestre de 2017”, avalia o presidente da ABF, Altino Cristofoletti Junior, sobre o crescimento do franchising no primeiro trimestre.

A ABF pondera que alguns indicadores macroecônomicos abalaram o quadro, neste período. O desemprego na casa dos 13 milhões, o PIB crescendo abaixo do esperado e a baixa produção da indústria são alguns exemplos. Houve retração de demanda também em vários segmentos do varejo, setor que tem participação importante no franchising.

Novos locais de atuação

A ideia de franquia como sinônimo de fast food em shopping e varejo em loja de rua vai ficando no passado. Cada vez mais o setor de franchising diversifica sua operação, e isto inclui não só novos setores, como a abertura de unidades em ambientes não tradicionais.

Um exemplo são os terminais de ônibus, que já representam 0,9% das 144.527 unidades de franquias que existem no país. É mais do que o registro no primeiro trimestre do ano passado.

As lojas que ficam dentro de supermercados também aumentaram sua fatia. Enquanto a participação de shoppings e lojas de rua diminuiu.

Os setores que adotam o franchising como um modelo de expansão também vão ficando mais variados. Prova disso é que “hotelaria e turismo” foi o que mais cresceu, em faturamento, no primeiro trimestre deste ano. Mantendo o cresce no mesmo ritmo acelerado registrado em 2017.

O segmento de entretenimento e lazer, alavancado por brinquedos e games, também se destacou. Foi o terceiro melhor desempenho, com alta de 7,8% no trimestre. A diminuição no endividamento das famílias também ajudou.

Em faturamento, o segmento de alimentação ainda é o grande líder, e responde por quase um terço de todo o dinheiro que entra no franchising, com R$ 10,59 bilhões no primeiro trimestre. Todos os segmentos da pesquisa da ABF registraram alta em faturamento. Dois deles (o de serviços automotivos; e o de saúde, beleza e bem estar) tiveram queda no número de unidades.

Confira o crescimento no setor de franchising, no 1.º trimestre, por setor:

1.º – Hotelaria e Turismo

Faturamento: + 14,9%

Unidades: + 4,9%

Faturamento total: R$ 2,970 bilhões

2.º – Serviços e Outros Negócios

Faturamento: + 9,3%

Unidades: + 1,7%

Faturamento total: R$ 5,7 bilhões

3.º – Entretenimento e Lazer

Faturamento: + 7,8%

Unidades: + 4,6%

Faturamento total: R$ 576

4.º – Alimentação

Faturamento: + 6,6%

Unidades: + 0,8%

Faturamento total: R$ 10,59 bilhões

5.º – Limpeza e Conservação

Faturamento: + 6,6%

Unidades: + 3,2%

Faturamento total: R$ 307 milhões

6.º – Serviços automotivos

Faturamento: + 3,8%

Unidades: – 1%

Faturamento total: R$ 1,369 bilhões

7.º – Casa e Construção

Faturamento: + 2,2%

Unidades: + 2,1%

Faturamento total: R$ 1,976 bilhão

8.º – Moda

Faturamento: + 1,8%

Unidades: + 1%

Faturamento total: R$ 4,418 bilhões

9.º – Saúde, Beleza e Bem Estar

Faturamento: + 1,5%

Unidades: – 0,5%

Faturamento total: R$ 7,019 bilhões

10.º – Serviços educacionais

Faturamento: + 0,3%

Unidades: + 1,5%

Faturamento total: R$ 2,626 bilhões

11.º – Comunicação, Informática e Eletrônicos

Faturamento: + 0,1%

Unidades: + 3,5%

Faturamento total: R$ 1,209 bilhão

Fonte: Gazeta do Povo